sexta-feira, 19 de julho de 2013

entre La Última Esperanza e Porvenir

Published by tatiana klafke at 16:54:00


Em Janeiro de 2010, acompanhada de meus queridos parceiros de viagens terrestres pela América Latina, meu pai, minha mãe e meu irmão mais novo, rumei às terras mais austrais da América. No nosso último trajeto, um pouco antes de chegar a Ushuaia e logo após o cruce de balseo do Estreito de Magalhães, percorríamos pelo território chileno, quando em um dos entroncamentos de estradas, nos deparamos com uma placa, nela uma seta indicando "Hasta Porvenir". Infelizmente Porvenir não estava em nosso roteiro e eu sigo até hoje tomada pela idéia da existência desse lugar que nunca vai chegar. Talvez, se chegássemos a nos direcionar a Porvenir e pisássemos em seu território, algo em nós se desfazeria, como se abortássemos um futuro num imediato agora.

Recentemente, retomando a idéia de chegar a Porvenir e traçando novos roteiros pela Terra do Fogo (com o intuito de chegar até a Antartida), constatei que muito próximo a Comuna de Porvenir encontra-se a Província de La Última Esperanza. Talvez toda essa nomenclatura remonte a própria mitologia dos povos ancestrais que desbravaram e constituíram  La Tierra del Fuego. Essencialmente nômades, acredita-se que após terem percorrido todos os continentes, finalmente chegaram à ponta do mundo, ao local onde não existia mais uma 'para frente'. A última fronteira, então, ficou internacionalmente conhecida como o Ushuaia, ou el fin del mundo, logo após a última esperança.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Published by tatiana klafke at 20:40:00



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

não.

Published by tatiana klafke at 13:59:00


O caminho do não é o mais difícil a ser ultrapassado.
Não há erros nem acertos, não é um deserto nem o infinito do espaço, é apenas o nada. A pura negação.
Sento em minha cadeira em frente a página em branco. Nada acontece. Minhas mãos se negam a escrever, minha mente se nega a acordar, uma lucidez sem pensamentos, apenas o torpor. Os músculos paralisados, densos, atraídos a superfície, não fosse pela gravidade flutuaria em um zero de vontades.
O Não não é mais uma errância no caminho, uma possibilidade no labirinto. É a pura imobilidade, a recusa. Não há criação, não há latência. Parece que foi tudo sugado pelo vácuo. Um vácuo esmagador e triturador, denso como um buraco negro, no fim talvez seja isso, um momento que somos atraídos para a imensidão nula de um buraco negro.
Simplesmente não há caminho.

Do nada começamos. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Published by tatiana klafke at 01:27:00


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Published by tatiana klafke at 01:19:00


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Algumas potências do não ou Bartleby na 30a Bienal de São Paulo.

Published by tatiana klafke at 14:39:00